Carlos Guimarães Pinto, Cheganos Oficiais, Cristiano Conduto

Deputado municipal do Chega na Amadora plagiou no Facebook um texto de deputado do Iniciativa Liberal

Cristiano Conduto, deputado municipal do Chega na Amadora, plagiou no Facebook um texto de Carlos Guimarães Pinto, deputado do Iniciativa Liberal, texto que foi partilhado quase 3 mil vezes.
As únicas diferenças entre o texto original e o texto copiado é o inicio do último paragrafo e as hashtags, conforme texto em negrito da mensagem de Cristiano Conduto:

O anúncio de António Costa foi um exercício de populismo e manipulação em que se aproveita da iliteracia económica das pessoas para fazer passar por positiva medidas que não acrescentam nada ou em alguns casos são um verdadeiro presente envenenado. Dois exemplos:
Medida dos 125€ por pessoa que ganhe até 2700€:
Uma pessoa que ganhe 2700€ brutos entrega todos os meses de IRS cerca de 700€ por mês. Aquilo que António Costa deixou implícito é que esta pessoa a quem o estado vai buscar 700€ de IRS todos os meses precisa da caridade do governo. Mas esta pessoa não precisa da caridade de Costa. Precisa que o estado a deixe ficar com uma parte maior do seu salário, daquilo que ganhou honestamente. Tirar 700€ de um lado todos os meses e dar 125€ por outro num único mês não é uma política social, é uma política de dependência. O raciocínio aplica-se também a quem ganha 1500€, recebe líquidos pouco mais de 1000€ e entrega 250€ ao estado todos os meses. Se o governo quisesse mesmo ajudar a passar por esta fase complicado, não o faria criando clientelas e dando esmolas, mas deixando que estes trabalhadores ficassem com mais daquilo que ganham. Aquilo que o governo faz e tirar com uma mão muito (e de forma permanente) e dar com outra mão pouco (e de forma excepcional).
Medida das pensões
Aqui há uma clara aposta na iliteracia económica dos portugueses. O governo estava obrigado por lei a dar uma aumento em 2023, mas irá dar um aumento menor, antecipando o valor que os pensionistas perderão em 2023 com um subsídio imediato. Poderão pensar que isto equilibra as coisas, mas não. Vamos imaginar um pensionista que recebe 1000€ e teria direito a receber 1100€ em 2023. O estado apenas aumenta para 1050, mas em troca atribui-lhe todo o valor perdido ao longo do ano já em Outubro. O pensionista fica melhor? Não, fica muito pior. Porque em 2024 a lei determinará novo aumento percentual que em vez de recair sobre os 1100 que supostamente receberia no final de 2023, apenas recairá sobre os 1050 que passou a receber. A perda dos 50€ até pode ser recompensada em 2023, mas será uma perda permanente a partir de 2024. Concorde-se ou não com estes aumentos, aquilo que António Costa anunciou como uma vitória dos pensionistas é, na verdade, uma enorme perda duradoura em relação ao que os pensionistas receberiam normalmente.
Podia ainda falar da “descida do IVA da eletricidade” que na verdade irá manter a taxa de IVA para a esmagadora maioria dos consumos. Estivemos perante um exercício de ilusionismo e o pior é que pode muito bem resultar eleitoralmente. Muitos trabalhadores e pensionistas irão exultar com o dinheiro extra recebido em Outubro sem se aperceberem que o pagam em triplo, quadruplo ou quíntuplo todos os meses (no caso dos trabalhadores) ou que pagarão o presente envenenado de Outubro com juros o resto da vida (no caso dos pensionistas).
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Mensagem de Carlos Guimarães Pinto publicada no dia 5 de setembro às 21h53 e mensagem de Carlos Guimarães Pinto publicada no dia 6 de Setembro às 13h52.

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