André Ventura, que não reagiu ao comportamento agressivo e ameaçador do Juiz Negacionista em relação à PSP, comentou na sua página e na página do Chega, para atacar a mulher agredida na Amadora, e não questionar o comportamento do polícia.
O Ministério Público acusou o polícia Carlos Canha de não ter agido em conformidade e de ter agredido Cláudia Simões sem motivos para isso. Tudo se passou em janeiro de 2020, quando a mulher negra foi imobilizada e agredida numa paragem de autocarros na Amadora e levada num carro patrulha.
O Ministério Público avança que o agente usou técnicas de aikido em seu benefício para imobilizar Cláudia Simões e que atuou com a “intenção de ofender e molestar o corpo e a saúde de Cláudia Simões, e das testemunhas, Quintino Gomes e Ricardo Botelho, causando-lhes lesões, dores e mal-estar físico.
Cláudia Simões defendeu-se à dentada, o que o Ministério Público entende como uma ação justificada porque a lei:
Consagra o direito à resistência a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão.
O MP diz que a imobilização e detenção da mulher foi “ilegal, ilegítima e violadora do direito à liberdade”.
No carro-patrulha, o agente terá voltado a agredir e a insultar a mulher negra de 42 anos, que mais tarde foi assistida no hospital:
Agora é que te vou mostrar, sua puta, sua preta do caralho, seu caralho, sua macaca.
Carlos Canha está acusado de um crime de injúria agravada, três de ofensa à integridade física agravada, três de sequestro agravado e um de abuso de poder. Os outros dois agentes presentes no local, no carro-patrulha e na esquadra, João Gouveia e Fernando Rodrigues, foram acusados de abuso de poder por não terem tentado impedir os abusos descritos.
André Ventura escreveu nas sua páginas:
Independentemente da responsabilidade da polícia, será normal reagir à dentada contra as autoridades? É este o país que queremos? Será que os portugueses comuns se revêm nesta acusação?
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