Cheganos Oficiais, Custódio Guerreiro, Rui Roque

Militante do Chega que apresentou Moção para retirar os ovários às mulheres foi suspenso por tempo indefinido em fevereiro mas continua ativo

Rui Roque, militante 6110 do Chega, que apresentou na II Convenção do Chega, em setembro de 2020, em Évora, uma moção para retirar os ovários às mulheres que realizassem interrupções voluntárias de gravidez, foi suspenso provisoriamente, e por tempo indefinido, do partido de André Ventura em final de fevereiro.
A direção do Chega disse ter existido um “ato ilícito” que levou à suspensão provisória do militante e fonte do partido confirmou ao Observador que o que está em causa é a moção relativa à remoção dos ovários, segundo o mesmo jornal o processo seguiu os trâmites normais no Conselho de Jurisdição, que pode decidir pela expulsão — a punição máxima para os militantes.
Mas até ao momento o Conselho de Jurisdição Nacional, e ao contrário da decisão que teve com o deputado dos Açores, Carlos Furtado, que foi suspenso e 9 dias depois foi expulso, em relação a Rui Roque ainda não há nenhuma decisão.
O gestor de 44 anos, que antes de ser do Chega fez parte do PNR (agora Ergue-te) entre 2007 a 2014, partido em que foi cabeça de lista pelo Algarve em Legislativas em 2009 e 2011 e também candidato ao Parlamento Europeu em 2009 e 2014. Em 2017 apoiou a coligação do PSD e em 2019 esteve com Pedro Santana Lopes, foi o diretor de campanha distrital no Algarve do partido Aliança nas eleições Legislativas. Rui Roque tem ainda ligações à Associação Portugueses Primeiro, de cariz nacionalista, organização identitária que atua como braço cultural do Partido Nacional Renovador.
No final de setembro, quando saiu na imprensa a possibilidade de ser suspenso, afirmou:

Não acredito que vá ser censurado, suspenso ou expulso, eu ou outro qualquer militante que tenha apresentado propostas que tiverem sido chumbadas ou consideradas estapafúrdias pela comunicação social ou nas redes sociais, ou mesmo aqueles que de braço no ar votaram favoravelmente a minha moção ou outras que não foram aprovadas, porque acredito na democracia e na liberdade dentro do Chega!.

Este mês, afirmou que apesar de estar suspenso do partido, ajudou na criação de outras 3 moções baseadas em ideias que sintetizou, e que foram apresentadas em Congresso, e promoveu uma opção alternativa à Distrital de Faro.
Apesar de tudo, Rui Roque, dá o seu apoio ao candidato do Chega a Faro, Custódio Guerreiro, diretor da discoteca Kadoc, em Boliqueime, e afirma que as pessoas que compõem o Chega, ainda não perderam aquilo que caracteriza os agentes políticos em Portugal, individualismo, materialismo, egoísmo, egocentrismo e manipulação.

Saudações farenses,
Em plena “época parva” ou silly season, correndo o risco de não ser bem interpretado ou nem sequer ser lido, arrisco com o objetivo de deixar um testemunho político e uma declaração pública.
Sobre o testemunho político e fazendo uma cronologia sobre os últimos tempos, desde 2013 que concorri à Assembleia Municipal de Faro pelo meu partido na altura, o PNR e repetindo o resultado de 2009, com aproximadamente 500 votos, quis demonstrar que existe em Faro um eleitorado alternativo entre os dois colossos que governam a cidade desde 1974, de forma alternada, o PS e PSD, mas como nunca quis ser vítima do voto útil, o voto entregue a outra lista em detrimento da escolha óbvia, por razões de exclusão de partes, sempre abdiquei de concorrer ao executivo camarário e como tal sempre fui preterido da visibilidade mediática, algo que em Democracia do séc. XXI é uma garantia de derrota eleitoral.
Os 500 votos para a Assembleia Municipal não foram suficientes para a obtenção do mandato de deputado municipal e na dignidade política, a responsabilidade nunca deve ser negligenciável, tendo eu sempre assumido as minhas.
Em 2017, conhecendo as dificuldade de gestão do executivo da CMF, com a herança pesada da dívida, dificuldades de financiamento e em maioria relativa, pois existia o vereador da CDU como legítima força de bloqueio, e mesmo depois de ter saído do PNR em 2014, optei por demonstrar o meu apoio pessoal e político à coligação liderada pelo PSD, mesmo com um mau prenúncio sobre o episódio da troca do representante do CDS, em lugar elegível, apresentei-me como apoiante de todas as listas, estando presente na apresentação no pavilhão da Escola D.Afonso III, no jantar de apresentação da candidatura do Rogério Bacalhau, na Alameda João de Deus, no discurso do Cristóvão Norte e na esplanada do bar Labs, no terraço do Centro de Ciência Viva, no convívio do Bruno Lage.
Acredito que a minha ajuda foi marginal, mas como o resultado eleitoral em Faro para o executivo do Município é sempre tangencial, a minha ajuda foi decisiva, tenho a certeza.
Acreditei com a maioria absoluta, ou seja, 5 membros contra 4, a qualidade do processo de decisão política poderia decisivamente beneficiar os cidadãos de Faro, os farenses. Enganei-me, com maioria absoluta o executivo e seus elementos mais proeminentes, começaram a fazer o que todos os políticos desde 1974 fazem, a orientar a sua vida para depois do fim das funções que desempenham, de forma legal embora imoral e também de forma ilegal, como é prova os indícios decorrentes dos processos judiciais em curso.
Paralelamente, ajudei a fundar um novo partido, o Aliança, em 2018, que seguindo a perspectiva da grande coligação não socialista poderia funcionar como charneira de encontro de vontades comuns para uma nova esperança de governação de Portugal.
Enganei-me, o Aliança como cisão do PSD, era apenas um trampolim para todos aqueles que sob feroz concorrência no partido grande, procuraram um atalho para serem opção política e como não sabendo fazer outra coisa, criaram em todas estruturas horizontais e verticais do partido, aquilo que aprenderam no PSD, armadilhas, alçapões, engodos e trampas.
Desta vez, consegui evitar ser enganado, mas mesmo assim trabalhei e como Director de Campanha distrital e delegado a 57 mesas de voto em Faro, tentei fazer o melhor trabalho possível com orçamento Nulo e em 2019, o Telmo Martins alcançou um resultado digno no Algarve, mas longe de qualquer hipótese de eleição para deputado à Assembleia da República.
No dia 6 de Outubro de 2019, decidi, depois de ouvir durante a campanha, inúmeros eleitores que normalmente votaram em mim, ou nas minhas indicações de voto, que votariam no André Ventura e no seu recém partido, o Chega!, e depois de ter partilhado com quem de direito que o Aliança precisava de um líder jovem, com futuro, pois Pedro Santana Lopes já tinha passado o seu pico máximo de aceitação eleitoral, como o próprio veio a assumir, poderei aderir ao projecto popular e radical, de uma nova forma de fazer política, que eu já conhecia de França, Itália e mais recentemente Espanha, e fiz-me militante do Chega no início de 2020.
Não estou na política por outro motivo, que não seja cumprir Portugal, para tal existe uma condição, para cumprir algo, esse algo tem de existir. Então existe um motivo inicial e fundacional para mim, salvaguardar Portugal e como não existe Portugal sem Portugueses, defender os Portugueses da ameaça de extinção. É com esta ideia que dei ao partido o melhor de mim, ao contrário do Aliança que apenas dei trabalho, no Chega dou pensamento e também trabalho, e se permitirem continuarei a dar, sem nada pedir em troca, pois nada existe de material que possa compensar a vontade, a dedicação e o amor que emprego na actual contenda, a defesa incondicional dos portugueses, a razão de ser de Portugal.
Assisti, nada admirado, nas voltas que muitos militantes do partido deram, dão e darão, ontem braços direitos e esquerdos do líder, hoje afastados dos círculos de decisão e amanhã, provavelmente, ex-militantes e depois de amanhã, detractores do Chega! e de André Ventura. Já tinha visto isso no Aliança e por aqui posso concluir que as pessoas que compõem o Chega! não são nada diferentes dos milhares de militantes que conheci no Aliança, até, tal como eu, transitaram do Aliança para o Chega!, mas ainda não perderam aquilo que caracteriza os agentes políticos em Portugal, individualismo, materialismo, egoísmo, egocentrismo e manipulação. Por isso, talvez, a minha crónica defesa da promoção dos mais jovens, na esperança de um novo e melhor futuro.
Em Setembro de 2020, apresentei uma moção de estratégia global, sem aviso, sem preparação, numa total surpresa, é assim que faço política, abdicando sempre os jogos de bastidores.
Fui suspenso pela ousadia.
Em 2021, já suspenso, ajudei a criação de outras 3 moções baseadas em ideias que sintetizei, e que foram apresentadas em Congresso, embora com muitas dificuldades.
Promovi uma opção alternativa à Distrital de Faro, ainda suspenso, trabalhei para concretizar as várias candidaturas.

Perdi, não consegui alcançar a totalidade dos militantes do Chega! no Algarve, em 1071, votaram 20%, na verdade já existe um enorme número de militantes com as quotas em atraso, dos 1071, talvez 50% já não pudessem votar nessas eleições internas por não pagamento do seu dever de contribuição.
Então votaram perto dos 40% dos militantes em condições legais de usar o seu direito de voto, tudo isto para dizer que existe legitimidade democrática na actual Comissão Política Distrital do Chega! no Distrito de Faro, tanto como existe legitimidade de oposição dos militantes que em eleições foram preteridos, oposição legítima, representante de parte dos militantes.
As escolhas das listas candidatas do Chega! são da responsabilidade da ultima estrutura do partido com legitimidade política, no caso, a Comissão Política Distrital, porque as concelhias não estão criadas, apenas militantes nomeados que ajudam a CPD localmente, esses não podem ter responsabilidades pelas escolhas, se assumem essa responsabilidade, então estão a cometer uma imoralidade, pois em democracia representativa, a legitimidade advém do voto, quem não vai a votos, não tem legitimidade, ponto.
Conheço o Custódio Guerreiro desde o tempo do seu trabalho na Kadoc, conheço como cliente habitual do espaço de diversão nocturna e como amigo de muitos colaboradores que com ele privaram e trabalharam.
Fiquei surpreendido pela escolha para encabeçar a lista candidata à presidência da Câmara Municipal de Faro, pois a melhor forma de identificarem a cara de alguém como ligado a qualquer partido ou movimento político é promover em eleições autárquicas, o eleitorado tem uma especial atenção nas eleições onde o possível e futuro eleito está mais acessível ao comum eleitor. Promover o Custódio Guerreiro é possivelmente garantir ao mesmo Custódio, a futura liderança da Comissão Política Concelhia a criar em Faro nos próximos tempos, que se me apresenta como um candidato fortíssimo no próximo acto eleitoral regional interno do partido.
E cá estarei para o apoiar nesse exercício democrático que é a participação partidária, como líder de um grande projecto alternativo para o Algarve, enquanto líder distrital do Chega!, assim como representante dos algarvios enquanto deputado, eleito nas legislativas de 2023, objectivo que vejo como fácil de ser cumprido, depois de eleito Presidente da Comissão Politica Distrital, ser cabeça de lista pelo algarve é o caminho lógico. E cá estarei também, como agora, para participar e ajudar nessa eleição.
Agradeço ao Custódio a oportunidade que deu a muitos militantes do Chega! em Faro de integrarem as suas listas, muitos deles colaboradores da primeira hora dos vários projectos políticos que tenho em curso em Faro, no Algarve e em Portugal, esta é uma candidatura que também sinto como minha, que me representa.
Tentarei participar como militante base, como eleitor Farense e como dedicado português na futura campanha eleitoral que certamente levará a um excelente resultado no concelho de Faro, espero que a primeira de muitas liderada pelo Custódio Guerreiro.
Declaração pública :
Apoio e indico o Chega! como a melhor opção de voto no dia 26 de Setembro.

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