André Ventura, Carlos Silva Monteiro, Cheganos Oficiais, Mané Romão Tavares

Ex-vice-presidente do Conselho de Jurisdição do Chega revela pressões de André Ventura: “Nunca encontrei ninguém dum estofo moral tão baixo”

Ex-vice-presidente do Conselho de Jurisdição do Chega também respondeu à mensagem onde Hugo de Rosário reage à sua expulsão. Carlos Silva Monteiro revela pressões de André Ventura em vários casos e confessa “Na minha vida profissional, tanto na PJ, em que conheci facínoras do mais baixo nível moral, ou a combater, com um grupo de Mercenários, sem se saber sequer o nome ou nacionalidade deles, nunca encontrei ninguém dum estofo moral tão baixo como o do Ventura”.
Carlos Silva Monteiro respondeu à mensagem de Hugo de Rosário:

Meu caro Hugo, recorda-se do dia que foi a minha casa?
Nessa altura, a ética estava a querer afastar a Luísa Vaz e outros tantos, tal como o meu amigo, para não poderem votar. No Congresso de Coimbra, dias antes, a ética suspendeu a Mônica e o Boaventura de Braga, para não poderem votar. Infelizmente os processos foram parar á minha mão e eu decidi, com justiça, que eles fossem imediatamente ilibados.
O que aconteceu.
O Presidente do Partido no dia seguinte às nove horas da manhã, telefonou à Fernanda, criticando a decisão do Conselho de Justiça (os processos eram meus os despachos eram proferidos por mim…) Por contrariar o RPS.
Que ele estava muito ofendido por ter sido desautorizado…
Que isso não poderia voltar a suceder…
Etc.etc.
No Congresso dia depois, o verme (taxa) andou a telefonar para todos os presidentes das distritais, dizendo que por ordem do AV deveriam votar nele.
Bem, o resto já sabe.
Quem dera aí Chega, ter nos seus quadros (refiro-me) a cargos, pessoas que chegassem somente aos calcanhares seus e da sua namorada.
Um abraço

Marta Jorge, “namorada” de Hugo de Rosário, respondeu a Carlos Monteiro:

Carlos Monteiro meu querido amigo
Agradeço as suas amáveis palavras e sem dúvida que a sua saída assim como o do Hugo do Hugo Do Rosário e uma perca enorme pois são poucos os homens valorosos que restam
Bem haja meu amigo
Beijinho

Carlos Monteiro respondeu a Marta Jorge:

Marta Jorge não disse o que ambos, a minha amiga e o Hugo, merecem.
Como foi possível o AV transformar o partido e transformar se de tal forma?
Na minha vida profissional, tanto na PJ, em que conheci facínoras do mais baixo nível moral, ou a combater, com um grupo de Mercenários, sem se saber sequer o nome ou nacionalidade deles, nunca encontrei ninguém dum estofo moral tão baixo como o do Ventura.
Um beijinho, minha amiga.

Luís Eustáquio, ex-Více-presidente da Distrital de Évora, confrontou Carlos Monteiro:

Carlos Monteiro acredito em tudo isso mas em casos flagrantes como os ocorridos em Évora o senhor protegeu ‘o poder’ e ignorou os alertas dos militantes de base que sofriam na pele as injustiças. Apesar de tudo ficámos amigos.

Carlos Monteiro esclareceu Luís Eustáquio:

Luís Eustáquio meu caro, o senhor a dar lhe… Se não percebe, não comente, pois perde todo o crédito que possa ter.
Fui a Évora presidir à Mesa. Até ai, creio, ter percebido.
Levei as três listas de militantes, que me foram entregues na véspera a meia noite.
Uma para cada fim: para eleição do Presidente, para a Jurisdição e não sei que mais. Está percebido?
Essas listas são feitas pela Direcção do Partido e nem eu, nem ninguém, tem acesso ao conteúdo. Índicam os nomes dos eleitores. Três listas porque há indivíduos que não podem votar, numa, mas podem votar noutra, etc, devido ao seu tempo de militância. Entendido?
A votação decorreu sem incidentes. Todos os participantes, indicaram os nomes, identificaram se com o CC. E estavam nas listas. Poucos, não puderam votar, numa ou outra lista por não terem tempo de militância.
Está entendido?
A contagem dos votos, foi feita numa mesa grande, com todos on interessados a assistir. Está entendido?
No final, foram me entregues três ou quatro impugnações. Mencionei o facto na Acta que elaborei e que foi assinada por mim e por quem de direito.
Continua a entender?
As impugnações vieram e foram entregues logo que cheguei ao Presidente da Mesa, Luís Filipe Graça, como é o meu dever. Está percebido? (Aqui, neste ponto, o senhor já teve o desplante ou a ignorância de me criticar, dizendo que eu receberá as impugnações e nada fizera).
O Luís Graça, como era seu dever, enviou as impugnações para o CJN., Onde foram recebidas pela Presidente, Fernanda Rasteiro Lopes.
A ela competiu o distribuir as impugnações a quem a quem estivesse na lista, e pela sua ordem, quer dizer : uma impugnação para um, outra para outro, outro ainda para outro e finalmente, creio que eram quatro , outra para outro.
Lembro que as impugnações, são registadas no livro de processos, por ordem de entrada.
Na altura havia uns 500 Processos, dos quais uns 400 por abrir sequer. Estavam divididos pela Fernanda, por mim, pela Bicho e pelo verme. Está ainda a perceber ?
Eu elaborei uns 80. Finalizei os, mas infelizmente os outros membros do CJN.
Ficaram na sua posse e ainda estão com eles, para assinar.
Consegui que fossem assinados uns 20, na minha presença e esses tiveram um final feliz. Foi o da Luísa do Porto, foi o da Mônica de Braga, do Boaventura de Braga, do João Gil de Leiria, do Roque (dos ovários) e outros que não posso recordar, mas que estão aqui em minha casa .
Os de Évora, não vieram à minha mão.
Penso que já tenha percebido. Se não percebeu peça a alguém para lhe explicar.
Eu não posso elaborar nenhum processo que não me seja distribuído, tal como os restantes membros do CJN.
Que havia batota na distribuição dos Processos pela Fernanda, havia.
Apresentei queixas ao Ventura sobre isso? Apresentei.
Claro que na minha cegueira não via que esse péssimo funcionamento era feito por ordem do Ventura.
Mesmo assim no que podia fui sempre célere e justo.Sempre.
O Ventura queria que eu ficasse como Presidente da Jurisdição , no Congresso de Coimbra e um mês antes chamou me ao gabinete dele, para dizer que já tinha os meus parceiros (seis elementos) escolhidos, para completar a minha equipe.
Fiquei pasmado com tanta pouca vergonha e disse lhe que os membros seriam escolhidos por mim. E publiquei dias depois a minha lista
O resto já se sabe. Nomeou o verme para Presidente.
Espero que tenha entendido de uma vez por toda.
Infelizmente o senhor faz me lembrar os comentadores das nossas atitudes, que de nada sabendo, comentam: querias era Táxo,
Talvez o senhor não entenda que há pessoas íntegras. Mas eu sou. Sem sombra de dúvidas.

Mané Romão Tavares, ex-vice presidente da distrital de Portalegre, também comentou a mensagem de Hugo de Rosário:

Questiono me o que se passará na cabeça do André….??? Será que ainda não percebeu que nas próximas eleições, não tem quem vote no CHEGA??! Onde está o André que eu conheci e que tanto admirava…??
Aqui em Portalegre já não há distrital. O Presidente e eu (vice-presidente) pedimos a demissão.

PODE QUERER VER TAMBÉM:

Conselheiro Nacional expulso do Chega vai recorrer para o Tribunal Constitucional: “Ajudámos a criar e a construir este ‘monstro político’”

Vice-presidente da Distrital do Chega de Portalegre pediu a demissão por causa da “aquisição” da ex-deputada do PAN

Fundador e Vice-presidente desfiliou-se do Chega por razões muito fortes “Se o publicasse era grave para o Partido”

Partilhe

Leave a Reply