Cheganos Oficiais, Diogo Pacheco de Amorim

Deputado do Chega que chamou idiotas aos jogadores de Portugal diz que é importante o apoio de Marcelo no Mundial do Catar

Membro da Direção Nacional do Chega, ex-vice-presidente, que há pouco mais de um ano atrás disse que a Seleção Portuguesa de futebol deixou de o representar e chamou idiotas aos jogadores, CR7 incluído, pelo facto dos jogadores se terem ajoelhado perante o Racismo num jogo dos oitavos de final do Europeu, diz agora que é importante a presença de Marcelo Rebelo de Sousa no Catar para apoiar a seleção, e por isso o Chega não votou contra a deslocação de Marcelo ao Mundial do Catar, de 23 a 25 de novembro.
A Comissão de Negócios Estrangeiros aprovou o parecer favorável à viagem do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao Catar, com os votos favoráveis de PS, PSD e PCP e votos contra do BE e IL. O Chega absteve-se, enquanto que os deputados únicos do PAN e do Livre, que também se tinham mostrado contra a deslocação, não votaram porque não têm assento nessa comissão parlamentar.
Diogo Pacheco de Amorim, deputado e representante do Chega, defendeu a posição do partido de André Ventura:

A posição em relação aos direitos humanos no Catar é do mais duvidoso que há, contudo, por outro lado, entendemos que o apoio [do Presidente da República] à seleção faz sentido, é importante.

Quem votou contra alegou que Portugal não pode validar um país que desrespeita os direitos humano e quem está a favor argumentou que não cabe ao Parlamento decidir a agenda política do Presidente da República.
Para o Bloco de Esquerda, não só Marcelo Rebelo de Sousa, mas também o primeiro-ministro, António Costa, e o Presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, deveriam rejeitar visitas ao Catar – uma visão que é partilhada pela Iniciativa Liberal.
A autorização da deslocação do chefe de Estado para ver o primeiro jogo da seleção nacional de Futebol no Mundial 2022 do Qatar ainda será votada amanhã pelo plenário da Assembleia da República.
Diogo Pacheco de Amorim, foi um dos dirigentes do Chega, que reagiu mal ao facto dos futebolistas portugueses terem seguido o exemplo dos selecionados da Bélgica, nos oitavos de final do Euro2020, realizado em junho do ano passado, e se terem ajoelhado como forma de apoio à luta contra o Racismo:

A partir do momento em que a Selecção se ajoelhou de punho fechado, deixou de me representar, e de representar aquele que é o MEU país. Passaram a representar-se apenas a si próprios. Portugal não perdeu o jogo. Quem o perdeu foram aqueles 11 idiotas.

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