Carlos Furtado, Cheganos Oficiais, José Pacheco

Deputado açoriano do Chega não respeita a proibição e promove pesca em zona de área protegida

Deputado açoriano e vice-presidente do Chega, José Pacheco, que um mês antes viu chumbado um diploma do seu partido para permitir a pesca em área protegida do porto da Caloura, ilhéu de Vila Franca do Campo, em frente à casa onde reside, não respeita a proibição e foi pescar numa zona em que qualquer tipo de pesca está interditada.
O líder do partido de André Ventura nos Açores publicou uma mensagem onde promove a desobediência ao não cumprir a lei que define as áreas marinhas protegidas.
O parlamento açoriano chumbou no passado dia 12 de Maio o diploma do Chega para recomendar ao Governo um regime transitório para os pescadores do porto da Caloura, integrado numa Área Marítima Protegida, com os votos contra de 30 deputados (25 PS, 2 BE, PAN, IL e do deputado independente), a favor de 22 (21 PSD, Chega) e registaram-se cinco abstenções (3 CDS e 2 PPM).
Pedro Neves, deputado do PAN, criticou a proposta, alertando para a “grande porta” que se pretende abrir quanto a áreas protegidas, enquanto que Nuno Barata, deputado da Iniciativa Liberal defendeu como “preocupação suprema” a “preservação dos ‘stocks’ e das zonas protegidas”.
Já Joana Pombo Tavares, do PS, esclareceu que neste momento “as embarcações podem circular ou sair do porto da Caloura com artes de pesca no interior da embarcação… e pescar a uma milha do porto da Caloura”, e o deputado independente Carlos Furtado, ex-Chega, disse não poder votar favoravelmente, por considerar que tal significava “desconfiar” do trabalho do secretário do Mar.
José Pacheco publicou uma foto a pescar em zona protegida e escreveu:

É PROIBIDO PESCAR OU REFILAR: DESTA VEZ FOI COMIGO….
A luta que ando a travar em nome dos pescadores profissionais e lúdicos da zona da Caloura parece não ter fim. Desta vez falemos da pesca lúdica, uma actividade em familia, uma actividade altamente recomendável para a sanidade mental. Uma actividade que não causa danos ambientais e que podia até ser promovida como cartaz turístico.
Calhou-me hoje, ao fim de mais de um ano, fazer gosto ao anzol e ir aqui junto de casa pescar um pouco, nas pedras do calhau. Não tardou muito tinha a polícia marítima a pedir, de forma profissional e educada, que me retirasse por estar numa zona proibida.
Não posso culpar os agentes, que fazem o seu trabalho com grande esforço pessoal, mas sim uma legislação sem nexo que proíbe a pesca lúdica em toda esta zona. Algo irreal uma vez que este tipo de pesca não representa nada em termos de agressão ambiental.
Sim devemos defender as nossas zonas e reservas marítimas, mas com inteligência e equilíbrio. Da forma que está feito, desde 2008, sem qualquer enquadramento jurídico, não serve a ninguém a não ser a um punhado de supostos ambientalistas de sofá que disto percebem zero. São os “Gretas” desta terra.
Aguardamos todos impacientemente que esta legislação seja alterada e adequada à nossa realidade e às pessoas que de forma profissional ou lúdica, dediquem-se a esta arte da pesca.
Quanto ao refilar, continuamos a ter uma sociedade que opta pelo politicamente correcto em vez de refilar, não com as autoridades, mas sim com os governantes, que estão cada vez mais longe da realidade das pessoas. A nossa capacidade de pensar e fazer avançar esta terra não pode ser castrada por modas e modinhas impostas por minorias ressabiadas. Haja pachorra, muita mesma!
Da minha parte, já CHEGA de tanta estupidez e da ditadura das minorias!
José Pacheco

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