Carlos Furtado, Cheganos Oficiais, José Pacheco

Deputado açoriano diz que as Eleições do Chega nos Açores e na Madeira são irregulares e avança com cerca de 10 casos graves

Carlos Augusto Furtado, deputado independente, ex-Chega, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, afirma que as eleições do partido de André Ventura nos Açores e na Madeira são irregulares.
O ex-líder do Chega açoriano avança com cerca de 10 irregularidades graves nos processos eleitorais, que vão desde convocatórias ilegais, passando por urnas ilegais, assembleias de voto não coordenadas, acumulações de cargos estatutariamente ilegais, até trabalhos em congresso ilegais.
Carlos Furtado diz ainda que qualquer destes atos são passiveis de serem impugnados, “mas já ninguém quer disputar lideranças no Chega”, pois o “mau ambiente que se vive dentro do partido tem mostrado que os ditos ‘contra o sistema’ estão contra o sistema, porque querem um pior ainda”.

ELEIÇÕES DO CHEGA NOS AÇORES E MADEIRA SÃO IRREGULARES.
Esta é uma afirmação que sustento, enquanto ex-militante e ex-dirigente do partido, com base no conhecimento dos estatutos e em matéria documentada, que está disponível ao público em geral, infelizmente a comunicação social anda demasiado distraída.
As eleições marcadas por Lisboa para as estruturas regionais da Madeira, foram uma rasteira passada pelo continente, aos inexperientes militantes madeirenses, mas funcionou, na realidade Lisboa deliberadamente estava a convocar eleições, para um órgão, Comissão Política, que não é eletivo, conforme o nº 30 dos estatutos do partido, mas sim de nomeação, levando a que no extremo a estrutura nacional possa anular o ato, quando bem entender.
Nos Açores, a convocatória emanada pela estrutura nacional, pretendeu repetir as irregularidades acontecidas na Madeira, mas Pacheco mais experiente que Castro, não cai na “armadilha” e usa a convocatória de Lisboa, mas para realizar as eleições que lhe são mais favoráveis, apresentando no dia e hora determinados, não os boletins de voto para a Comissão Politica Regional, mas sim para a Direção Regional dos Açores.
A habilidade de Pacheco levou-o a concluir que “irregular por irregular, então que seja eu presidente de um órgão por eleição e não de um outro, que afinal é apenas de nomeação”.
Deste modo, existem várias irregularidades nestes atos eleitorais, desde convocatórias ilegais, eleições realizadas sem convocatórias, boletins de voto irregulares sob várias matérias, urnas ilegais, assembleias de voto não coordenadas, acumulações de cargos estatutariamente ilegais, trabalhos em congresso ilegais, etc. na verdade verificam-se, pelo menos, aproximadamente 10 irregularidades graves nestes processos.
Em suma, as eleições das duas estruturas das regiões autónomas, são ilegais, sendo que o suposto líder da madeira foi enganado por Ventura, enquanto o suposto líder dos Açores, enganou uma vez mais AV, ao fazer eleições daquilo que bem entendeu, contrariando a convocatória nacional.
O desconforto de Ventura ontem, foi mais do que visível no rosto dele, que percebendo que tinha vindo aos Açores cordialmente dar apoio à irregular estrutura regional, que ele próprio tinha arquitetado, como o fez na Madeira, deparou-se com a situação de ousadia de Pacheco, que contrariando as instruções nacionais, realizou as eleições que mais lhe convinham.
Na prática qualquer um destes atos são passiveis de serem impugnados, no entanto e ao que parece, disputar lideranças no Chega, é coisa que já ninguém quer, o mau ambiente que se vive dentro do partido tem mostrado que os ditos ”contra o sistema” estão contra o sistema, porque querem um pior ainda e esta linha de pensamento obviamente não aproxima pessoas, principalmente pessoas de bem.

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