Carlos Natal, Cheganos Oficiais

Ex-candidato do Chega a Portimão exonerado por email é candidato a substituir André Ventura na liderança

Carlos Miguel do Carmo Natal, militante fundador, foi exonerado de Presidente da Concelhia de Portimão e de candidato do Chega a essa cidade algarvia, por email, mas apesar dos esforços para saber as reais razões dessa decisão, afirmou que não teve resposta (há quem diga que se esqueceram de Anexar o motivo no email).
Na verdade, foi substituído por alguém que já tinha experiência como vereador, Pedro Castelo Xavier, candidato do PSD a Portimão em 2013, eleito vereador, perdeu a confiança politica devido a acordo com o PS/Portimão.
Carlos Natal, empresário algarvio do ramo da restauração, que depois de ter sido informado do seu afastamento, fez uma petição para recuperar a sua candidatura (conseguiu pelo menos 83 assinaturas) e posteriormente apresentou uma candidatura independente a Portimão (desistiu no dia seguinte), vem agora apresentar a sua candidatura a Presidente da Direção Nacional do Partido Chega.

MANIFESTO DE CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DA DIRECÇÃO NACIONAL DO PARTIDO CHEGA
Sou militante, quero ser ouvido
Eu, Carlos Miguel do Carmo Natal, residente em Portimão, empresário, militante fundador do partido, com o número 84, venho manifestar a intensão e o desejo de me candidatar ao cargo de Presidente da Direcção Nacional do Partido Chega, tendo em conta o anuncio de demissão do nosso Presidente André Ventura.
Integrei o projecto do Partido Chega, em Novembro de 2019, lutando com todas as dificuldades iniciais para a constituição do partido, fazendo recolha de assinaturas e desbravando o terreno para a sua implementação em tempos extremamente difíceis.
Os bravos fundadores do Chega, cerca de 130 mulheres e homens, lutaram para a constituição de um partido de gente simples, desprovida o mais possível de experiencia politica, que se traduzisse num partido diferente dos demais existentes e que resolvesse de forma fiável e rápida os problemas que assolam a nação portuguesa.
Ao longo dos últimos dois anos de existência, o partido cresceu exponencialmente, absorvendo uma enorme massa humana descontente com o panorama politico português, depositando enormes esperanças no novo partido e no seu líder carismático.
Ao mesmo tempo que o partido crescia, decrescia o número de militantes fundadores do partido, descontentes com o rumo que o partido começava a ter e principalmente pelo facto de não haver canais para se poder falar, expressar sentimentos, vontades e apontar caminhos dentro do partido.
O crescimento exponencial, descontrolado, nalguns casos, e pouco rigoroso, foi protesto para medidas de bloqueio e de disciplina que nada têm de democrático, sendo muitas deles autocráticas e com bastantes tiques de autoritarismo, desenhadas pelo novos integrantes do partido, muitos deles oriundos directamente de outras forças políticas, altamente contagiados com vícios políticos e partidários, que bunquearam o partido para qualquer possibilidade de pensamento diferente, que pusesse por em causa os desígnios dos novos dirigentes partidários, com uma enaltecida vontade de chegar a um lugar de poder, sem que fosse ou possibilitado fazer uma escolha das capacidades politicas de cada um.
Estou desde o inicio no partido, conheço toda a sua historia e caminho, sei que organização nunca foi o forte do partido e permanece desorganizado e pior, caminhando para uma organização muitíssimo pior do que de pior há nos outros partidos políticos portugueses.
Trapalhadas, indefinições, falta de liderança, o deixar andar, não intervir e permitir que as situações fujam ao controlo, são o dia à dia do partido.
Não quero criar divisões no partido, mal seria se por termos convicções e desígnios diferentes fosse motivo de divisões num partido político, pretendo abrir um espaço de dialogo, de pensamento e debate sobre o futuro do partido.
Agora que, por perseguição dizem muitos, por alguma incompetência organizativa dizem outros, como eu, o Tribunal Constitucional fez o partido recuar à I Convenção (fundadora do partido), eliminando II Convenção e o III Congresso, será o momento, penso eu, adequado, para redesenhar o caminho que agora o partido foi obrigado a descaminhar, para que seja construído um partido em que a organização, o rigor e o mérito seja o novo caminho, para que no exterior, o partido seja visto como uma verdadeira alternativa para o governo deste pais, desgovernado desde o 25 de Abril de 1974.
Desta forma predisponho-me a debater essa nova construção, esperando que os actuais dirigentes sigam o mesmo caminho.
Um bem haja a todos os militantes Chega
VIVA O CHEGA!!!!
VIVA PORTUGAL!!!!

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