Cheganos Oficiais, Cristina Miranda, Manuel José Rego Moreira

Conselheira Nacional Nº 26 não poupa o cabeça de lista a deputado do Chega por Viana do Castelo a quem acusa de Traição

Cristina Miranda, ex-Presidente da Distrital do Chega e ex-candidata à Câmara Municipal de Viana do Castelo, não poupa Manuel José Rego Moreira, cabeça de lista a deputado do partido de André Ventura por Viana do Castelo, a quem acusa de ter traído o eleitorado. A Conselheira Nacional Nº 26 do Chega, eleita na lista oficial de André Ventura no último Congresso, não perdoa a decisão de Manuel Moreira, que como deputado na Assembleia Municipal vianense, foi o único que votou ao lado dos socialistas na aprovação do orçamento.

Comunicado?
Desde que saiu esta notícia, tenho sido contactada por inúmeros vianenses indignados a questionar esta nossa votação A FAVOR do orçamento do PS na câmara municipal de Viana do Castelo, em sentido completamente oposto aos restantes partidos representados na assembleia municipal – que votaram CONTRA ou ABSTIVERAM-SE -, e em total DESALINHAMENTO com o que foi defendido na nossa campanha Autárquica.
Nesse sentido, torno público o seguinte esclarecimento:
1. Esta votação é da exclusiva responsabilidade do próprio que além de deputado municipal, agora concorre no primeiro lugar da lista à assembleia da república, pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, e de quem, com ele, tomou a direcção da distrital, sem respeitar a vontade dos cidadãos que nos elegeram;
2. Este desalinhamento resulta do completo alheamento (do que foi proposto e defendido), do agora deputado municipal, aquando da campanha Autárquica – onde era cabeça de lista à assembleia municipal -, e à qual dei voz com um programa e propostas concretas e que podem ainda ser consultadas nas intervenções dos debates e programa político elaborado por mim com base naquilo que era defendido pelo Partido -, mas que entendeu fazer tábua rasa por ter sido convencido pelo grupo que tomou o poder na Distrital, que fora eleito, sozinho, sem qualquer mérito na votação da cabeça de lista à Presidência da Câmara;
3. O mote da campanha Autárquica (e que está em alinhamento com o que é defendido, também, pelo líder nestas legislativas) foi: “Realizar uma auditoria a toda a actividade desenvolvida pelo anterior executivo que não é fiscalizado desde 2002” e “Reduzir custos e despesas desnecessárias e acabar com o despesismo irresponsável do erário público”. Ademais, denunciamos a opacidade, manipulação e falta de transparência das contas camarárias;
4. Votar a favor de um orçamento que DENUNCIAMOS em campanha e que nos valeu uma eleição na assembleia municipal, é traição ao eleitorado;
5. Esta votação abriu um precedente de desconfiança e descrédito que não abona o partido que representamos;
6. Repudio completamente esta posição na qual não me revejo e muito menos me representa, demarcando-me peremptoriamente.
Neste vídeo de uma intervenção num debate, disse por 5 vezes que “era pelo povo vianense”. Mais do que palavras é necessário acções que estejam em conformidade com aquilo que se apregoa. E o “trabalho” de estreia na assembleia municipal não deixa qualquer dúvida de que não soube, nem acautelar nem respeitar os cidadãos que nos confiaram o seu voto.
Contra FACTOS não há argumentos.

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