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Partido Chega foi criado como Movimento para destituir Rui Rio do PSD

Em 1 de Outubro de 2017, André Ventura foi eleito vereador pelo PSD à Câmara Municipal de Loures, apesar da derrota do seu partido para a Coligação Democrática Unitária (CDU) do comunista Bernardino Soares.

  • Coligação Democrática Unitária – 28701 votos (4 mantados) 32.76%
  • Partido Socialista – 24737 votos (4 mantados) 28.24%
  • PSD – PPM – 18877 votos (3 mandatos) 21.55%
  • Bloco de Esquerda – 3107 votos (0 mandatos) 3.55%
  • CDS – Partido Popular – 2508 votos (0 mandatos) 2.86%

Cerca de um ano depois, em Setembro de 2018, André Ventura lançou um Movimento para destituir Rui Rio da liderança do seu partido para colocar os Sociais-Democratas no “espectro ideológico do centro-direita português”.
Em comunicado divulgado na altura na imprensa, André Ventura afirmou que o movimento “tem como grande objectivo a eleição de uma nova liderança do PSD e a apresentação, a todas as distritais do partido, de um documento global de compromisso com os valores da social-democracia portuguesa, ao arrepio do que tem promovido a direção” de Rui Rio, presidente eleito em Janeiro.
O ex-comentador desportivo do Benfica na CMTV afirmava ser necessário dizer “Chega” de “compromissos e servilismo com a esquerda e com a extrema-esquerda” ou ainda de “guerrilha constante contra os militantes, candidatos e dirigentes do PSD”, que atribui à direção de Rio.
O “Movimento Chega” proposto por André Ventura tinha como intuito recolher 2500 assinaturas para convocar um congresso extraordinário dos sociais-democratas para a destituição do “extremista e autoritário” Rui Rio.
O líder atual dos Cheganos defendia ainda que “chega de neutralidade ideológica em temas fundamentais como as minorias, o casamento homossexual ou a eutanásia” e era contra as alianças do PSD com o Bloco de Esquerda no aumento de impostos, alguns deles completamente disparatados” como a taxa para travar a especulação imobiliária.
Questionado pelo Correio da Manhã se o Movimento Chega não iria criar divisão no PSD respondeu: : “Claro que quando criamos alternativas há um risco de divisão. Mas a verdade é que o partido já está muito dividido. Prefiro causar agora divisão do que assistir a uma derrota desastrosa do PSD nas próximas eleições”.
No inicio de Outubro de 2018, alguns dias depois do comunicado com o inicio da recolha de assinaturas, o ex-autarca de Loures, André Ventura, informou que encerrava o processo de recolha de assinaturas e afirmava que iria deixar PSD, e denunciar ao cargo de vereador em Loures, com o objetivo de formar uma nova força política.
“Fui traído, apunhalado pelas costas e enganado. Para a história ficarão aqueles que desde o início me apoiaram e incentivaram e depois vieram publicamente demarcar-se; ficarão também as atitudes daqueles que, chamados à responsabilidade num momento em que o partido se desagrega sem um caminho unificador, dela fugiram e preferiram remeter-se calculistamente a um futuro não muito distante, onde as previsíveis derrotas eleitorais tornarão tudo mais fácil” afirmava à Agência Lusa.
No mesmo comunicado, avançou que iria começar a recolha das 7500 assinaturas necessárias para a formalização do partido Chega que defendia:

  • Regresso da prisão perpétua para homicidas e violadores
  • Castração química para pedófilos
  • Introdução do crime de enriquecimento ilícito
  • Redução dos actuais 230 para cem deputados
  • Limitação de mandatos dos vereadores
  • Redefinição do sistema fiscal português
  • Ativismo ético em assuntos como a eutanásia e o casamento entre pessoas do mesmo sexo
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