André Ventura publicou nas redes sociais uma foto sua com um cartaz com a afirmação “Não gosto de quem não gosta de animais” e escreveu: “Quem não gosta de animais não é um bom ser humano. Ponto final”. O que levanta a seguinte questão, o líder do Chega não considera que os touros sejam animais ou não gosta dele próprio e não se considera um bom ser humano?
O Chega que em 2020 se absteve no parlamento na proposta da subida do IVA das touradas, propôs em 2022 a reposição do IVA a 6% sobre as touradas, proposta chumbada, mas aprovada em 2024 em proposta apresentada pelo PSD/CDS e votada favoravelmente pelo Chega. Em novembro de 2025 o partido de extrema direita propôs o regresso das touradas à televisão pública, mas só contou com os votos a favor do Chega e do CDS.
O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, tem um passado ligado à tauromaquia, tendo sido diretor da revista especializada Ruedo Ibérico, organizador de eventos tauromáquicos e empresário no setor, bem como forcado.
Pedro Frazão, vice-presidente do Chega, que ameaçou invadir Lisboa em março de 2022 se a tauromaquia fosse proibida, em setembro de 2021 publicou uma foto sua ao lado de um matador de touros que foi condenado por matar uma pessoa para mostrar a sua admiração.
André Ventura em maio de 2020 concedeu uma entrevista ao site “Tauronews” onde voltou a mostrar publicamente o seu total apoio às touradas, considerando “sabotagem”, “má fé” e “deslealdade” a atitude dos autarcas de Viana do Castelo e Póvoa de Varzim que baniram as touradas das suas cidades para investir em atividades culturais e desportivas. Além disso, mostrou desprezo pelo último relatório do Comité dos Direitos da Criança da ONU, considerando ser “ridículo” e um “disparate” as recomendações do mais alto organismo em matéria de proteção infantil, que advertiu Portugal a afastar da violência das touradas as crianças e jovens menores de 18 anos
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