António Cortez de Lobão, Cheganos Oficiais

Deputado do Chega acusado de agredir e de ameaçar a mulher (candidata do Chega) com uma navalha diz que ela era apenas uma hóspede sem pagar

António Luís Craveiro Cortez de Lobão, de 75 anos, deputado do Chega na Assembleia Municipal de Serpa, é suspeito de violência doméstica contra a mulher, de 58 anos, com quem vivia na Herdade do Cabeço do Azinho, em Vila Verde de Ficalho, município de Serpa.
A GNR foi chamada à residência no dia 16 de fevereiro, com a alegada vítima, também militante do Chega, a relatar que o deputado municipal do partido de André Ventura a agrediu durante uma discussão e que lhe terá puxado o cabelo, causando-lhe hematomas na cabeça e uma escoriação na mão esquerda, numa altura em que tentava fazer as malas para abandonar a herdade.
A mulher foi atendida no Centro de Saúde de Serpa e relatou outras agressões por parte do companheiro no dia anterior, quando lhe fez saber que pretendia deixá-lo. Segundo o relatório da urgência citado pelo Jornal de Notícias, terá inclusive “andado atrás dela com uma navalha”.
A candidata do Chega apresentou queixa nas autoridades contra António Cortez de Lobão, mas o autarca chegano, ex-candidato a deputado pelo Partido Aliança, negou as acusações e apresentou ele mesmo uma queixa na GNR contra a ex-companheira/ex-hóspede, onde apresentou fotografias da sua herdade com portas partidas por essa senhora, depois dele ter pedido para ela sair da casa.
Em entrevista à CMTV, António Cortez de Lobão, desmentiu as acusações e afirmou que ele é que é vítima:

Em minha defesa, primeiro não é verdade, eu não fiz qualquer violência doméstica, até porque não tinha uma relação com essa pessoa, portanto nem sequer era doméstica, ela era minha hóspede. Era minha hóspede porque quando veio para cá candidatar-se ao partido me pediram para lhe dar estadia, e ela disse que não tinha dinheiro para pagar, e eu não quero receber dinheiro,…, foi minha minha hóspede até ao último dia, e à medida que foi ficando, e perdeu as eleições, foi ficando, foi-se estabelecendo dentro de casa, cada vez mais, cada vez mais, cada vez mais, até já ter toneladas de roupa e tudo lá. Era uma hóspede para ficar, porque queria ter a morada aqui, porque queria concorrer às distritais, porque queria não sei o quê, e portanto, eu fui deixando amavelmente ela ficar, até que ela tanto me insultou, que eu não sei vestir, que a casa era húmida, que as janelas metiam água, …começou a querer mudar a casa toda, as mesas, e um dia eu disse aquilo que o partido diz, chega, já não aguentava mais ser maltratado na minha própria casa pela minha hóspede… Nunca houve uma relação amorosa, ela era minha hóspede, não havia uma relação física, não havia nada.

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