André Ventura, Cheganos Oficiais

Chega propôs no Parlamento voto de congratulação de lei que “equipara a homossexualidade à pedofilia”

Chega propôs voto de congratulação por lei húngara que “equipara a homossexualidade à pedofilia”, reforçando o seu compromisso em contribuir para uma União Europeia em que prevaleçam os valores efectivamente europeus.
A Assembleia Nacional da Hungria aprovou no dia 15 de junho uma lei que proíbe a “promoção” da homossexualidade junto dos menores de 18 anos, legislação que faz parte de um pacote de medidas de proteção de menores que visam combater a pedofilia.
Segundo o canal de televisão húngara “RTL Klub”, a nova proibição abrange o visionamento de filmes como “Bridget Jones” ou “Harry Potter”, nos quais a homossexualidade é mencionada.
Já em dezembro de 2020, o governo húngaro proibiu a adoção de crianças por casais do mesmo sexo e interditado o registo civil de mudanças de sexo. Não deixa de ser curioso, que nesse mesmo mês, József Szájer, eurodeputado eleito para o Parlamento Europeu nas listas do Fidesz, o partido de extrema-direita do primeiro-ministro Viktor Orbán, precursor da proibição do casamento gay na Hungria tenha sido apanhado numa “orgia” homossexual, numa altura em que Bruxelas cumpria regras rígidas de confinamento social.
No dia 21 de junho de 2021 o Chega deu entrada na Assembleia da República o “Projeto de Voto de Congratulação N.º 614/XIV”, relativo à “aprovação na Hungria de legislação que defende a instituição Família”.

PROJETO DE VOTO DE CONGRATULAÇÃO N.º 614/XIV
Pela aprovação na Hungria de legislação que defende a instituição Família
O Parlamento Húngaro aprovou no passado dia 15 de junho, com o voto favorável de 157 Deputados
um pacote legislativo que visa proibir a divulgação de conteúdo a menores de idade que “mostre ou
promova a sexualidade, a mudança de sexo ou a homossexualidade”.
A esquerda, por toda a Europa tem como causa a luta contra a família tradicional e é comum a utilização
de falsos argumentos e a deturpação de outros, para defender a sua intolerância habitual. Estas
medidas aprovadas estão a ser discutidas até no seio da Comissão Europeia e na verdade em nada
representam um ataque a qualquer grupo.
Ao longo dos últimos anos, o actual governo húngaro tem tomado medidas de protecção à família, de defesa das crianças e contra a sua sexualização. Foram criadas medidas de apoio à natalidade,
nomeadamente a isenção de pagamentos de impostos para famílias com mais de quatro filhos,
empréstimos sem juros para jovens casais, acesso a créditos para mulheres com menos de 40 anos,
sendo que um terço da dívida será perdoado aquando do nascimento do segundo filho e o total com o terceiro filho.
O Governo húngaro garantiu a criação de milhares de creches, melhorou o sistema nacional de saúde
e os subsídios habitacionais do Estado, bem como os apoios para a aquisição de automóveis de sete
lugares.
As iniciativas legislativas recém-aprovadas pelo Parlamento Húngaro, estas e as anteriores que
enumerámos, constituem um importante passo para a manutenção da Europa e da matriz europeia,
bem como, um factor fundamental para o reforço daquilo que é a base de qualquer sociedade, a fonte de partilha e respeito, o pilar de sustentação cujo processo de aprendizagem afectiva e social nos acompanhará toda a vida, a Família.
Todos somos livres de fazer as nossas opções, sejam elas uma questão de escolha ou de natureza,
mas cabe ao estado e a qualquer Governo, defender a sua população, os valores que representam e
os levaram ao poder.
Pelo exposto, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, congratula a Hungria pela sua luta na defesa das suas famílias, reforçando o seu compromisso em contribuir para uma União
Europeia em que prevaleçam os valores efectivamente europeus

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