Anderson França, Anti Cheganos

Ativista brasileiro diz que foi agredido e recebeu ameaças de morte de pessoas do Chega em Albufeira

Anderson França, escritor brasileiro e ativista social, diz que foi agredido e recebeu ameaças de mortes de pessoas do Chega em Albufeira.
O autor do Coluna de Terça afirma ainda que recebeu insultos xenófobos e que a polícia portuguesa já sabe que o casal de brasileiros e a criança de um ano e meio não foram agredidos por ciganos, ao contrário do que os “cheguetes divulgaram”.
Anderson França escreveu ontem na sua página:

Aparentemente, André Ventura e o CHEGA – Portugal gostaram da fama que estão conseguindo no Brasil, por esta página que alcança 5 milhões de leitores por mês.
Já recebi agressões, xingamentos, ameaças de morte, de pessoas do Chega num lugar chamado Albufeira.
Eles, ao se referirem a mim, sempre é no tom que vagabundos falam com vagabundos. Chamam de macaco, escravo, puta, e estão MUITO OFENDIDOS, porque eu DEVOLVO os mesmos xingamentos a eles.
A polícia já sabe que o casal de brasileiros e uma CRIANÇA de um ano e meio NÃO FOI AGREDIDA POR CIGANOS.
Os cheguetes divulgaram essa fake news, sem ninguém pedir, porque sabiam que eles seriam encontrados.
Fizeram merda, e agora se acusam, sozinhos.
O Chega é um Aliança pelo Brasil, que diante de uma frouxidão da esquerda portuguesa, cresce. Uma esquerda desconectada do povo, acadêmica, elitizada. Já vimos esse filme.
Gente do Chega precisa ser confrontada. E se for com violência, que ELES praticam, que seja. Morro em Portugal, terei meu corpo enterrado no Rio, como herói nacional, contra aqueles que, apesar de tão menores que nós, ainda se acham capazes de nos chamar de escravos.
Eu perdi o medo de morrer, amados.
Tenho mais medo de, vivo, ver uma criança brasileira ser espancada pelas mãos xenófobas de vocês e fingir que não é problema meu. Que venham.
Se a polícia não fizer cumprir a lei, diante do que temos guardado de seguidores de Ventura, se a própria polícia está ao lado dele, então a polícia contribui para a convulsão social. Eu espero que a PSP e a Judiciária, a Inteligência e o Núcleo Anti-Terrorista da União Europeia entre nisso. É um partido de extrema direita agredindo cidadãos de um país que é potência ocidental.
Minha morte será pra vocês um problema maior que a morte do UCRANIANO QUE FOI MORTO POR POLICIAIS DO SEF LIGADOS AO CHEGA.
E a minha vida será um problema pra vocês.
E lembrem-se: há muitos portugueses no Brasil. E uma maioria que não quer problemas.
Ora, a paz é algo que se negocia. Tenham cuidado com as palavras que vão usar.
Vai cair Bolsonaro, em breve. Vai subir Ventura, isso é fato.
Mas tudo que sobe, desce.
E não importa como se sobe, mas como se cai.
Portugueses “de bem”, querem apenas sair de casa e voltar, pra cuidar da sua família. Os Chega não. Eles precisam culpar chineses, judeus, árabes, africanos, indianos, brasileiros, por serem um povo sem oportunidades. Tirem a esquerda. Apliquem princípios de mercado em Portugal. Até aí, o liberalismo faz a cartilha.
Mas agredir crianças, isso não é pauta.
Vocês terão que respeitar brasileiros. E vamos responder com a mesma proporção que ocorrerem as violências.
Vamos hackear os acessos ao seu dinheiro, Chega e Ventura. Porque são brasileiros os maiores especialistas em TI em Portugal. Vamos rastrear as estratégias políticas. Os dados. Se nós lidamos com Bolsonaro, vamos lidar com vocês.
Não estou sozinho, este é outro engano.
E nada do que eu fizer será, como vocês fazem, com perfil fake.
Liguem pra PSP, pra Judiciária.
Sou pessoa pública e estou aqui. É fácil me encontrar.
A verdade é que vocês cometeram um erro estratégico e político muito grande. Muito. Com o Brasil, e com gente como eu, não se mexe. Evoluam. Não somos escravos, somos pessoas livres.
E os ciganos?
Os ciganos foram os que vocês culparam pelo crime.
Dizem que o Estado banca os ciganos, mas só 5% dos ciganos recebe benefícios da segurança social, outros 95% são EXATAMENTE portugueses.
Que venha: tiro, espancamento, morte, incêndio, processo judicial. Vocês terão o mesmo.
Os brasileiros em Portugal, desta leva, não são da esquerda frouxa, acadêmica e rica, brasileira. Temos aqui favelados, trabalhadores, como os que vocês agrediram. A classe trabalhadora está aqui. E nós não vamos fazer mestrado ou doutorado. Nós vamos conquistar o que é nosso.
Há brasileiros, como eu, que emprega portugueses. Pessoas que vão pagar o preço, com a perda do seu sustento, por causa das agressões que vocês fazem – já há empresas brasileiras onde portugueses não são contratados, e atenção: nem fui eu quem sugeriu isso. A culpa é de vocês.
Que venham.
De todos os grupos, publiquem meu nome, façam algo acontecer, façam eu ser seriamente silenciado, ou preso, ou morto.
Nós entramos no jogo.
Em Lisboa, 1 de junho de 2022,
ano da retomada da República, e aos
200 anos da Independência.

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