Mafalda Guerra Livermore, candidata do Chega nas últimas autárquicas à Assembleia de Freguesia de Alcântara, militante do partido de André Ventura, companheira do único vereador do Chega na Câmara Municipal de Lisboa, Bruno Mascarenhas, e influencer chegana, tem um império de habitações clandestinas para imigrantes, segundo investigação da Prova dos Factos da RTP1. Mafalda Guerra, que foi notícia em dezembro de 2025 quando o Presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, a nomeou Vogal do Conselho de Administração dos Serviços Sociais da autarquia e justificou essa nomeação com o “único critério utilizado nas escolhas realizadas é o da competência”, é suspeita de arrendamento de vários imóveis com poucos metros quadrados em condições indignas, sem contrato e a dezenas de imigrantes ilegais.
Segundo a investigação da Prova dos Factos o valor médio das rendas ronda os 600 euros e estas são pagas a Sílvia Maria Paixão, também militante do partido Chega e amiga de Mafalda Livermore, que justificou que alguns dos imóveis foram passados a terceiros que gerem agora os espaços e que não tem dados sobre os números de inquilinos.
Mafalda Guerra Livermore está também a ser investigada pelo Ministério Público por usurpação de funções, por suspeita de dar aconselhamento jurídico sem ser advogada.
Depois da transmissão de uma reportagem na RTP a vogal do Conselho de Administração dos Serviços Sociais da autarquia de Lisboa colocou o lugar à disposição ao vice-presidente da Câmara, Gonçalo Reis, e o executivo considerou ter havido “uma quebra de confiança institucional” levando à exoneração imediata de Mafalda Livermore. “Nessas situações, sou rápido a reagir”, disse Carlos Moedas à RTP.
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