André Ventura, Cheganos Oficiais

André Ventura acha que os nossos Heróis cometem crimes de guerra?

André Ventura, aproveitou a morte do estratego do 25 de Abril, tenente-coronel Otelo Saraiva de Carvalho, para o atacar devido à sua ligação às FP25 Abril, organização terrorista de extrema-esquerda que operou em Portugal entre 1980 e 1987, apontada como responsável pela morte de 18 pessoas, entre elas um bebé, em diversos assaltos e atentados.
No entanto, em fevereiro, dias depois da morte do tenente-coronel Marcelino da Mata, comando que terá morto durante a guerra, mulheres e crianças, André Ventura considerou-o como Nosso Herói e que Portugal não lhe deu o devido valor:

Porque entendemos que Portugal e as suas instituições não deram ao homem o seu devido valor, porque temos de honrar os nossos heróis e não tentar escondê-los ou ignorá-los, o CHEGA estará amanhã representado no funeral do tenente-coronel Marcelino da Mata, o militar mais condecorado do Exército português.
Nós não esqueceremos!

Pedro dos Santos Frazão no dia a seguir ao falecimento de Marcelino da Mata, escreveu:

Um dia triste em que perdemos o Senhor Tenente-Coronel Marcelino da Mata (1940-2021): Herói de Portugal, inspiração e exemplo, os seus restos mortais deveriam repousar no Panteão Nacional!
Soube da morte do Tenente-coronel Marcelino da Mata, português e guineense, foi o mais condecorado militar da História do Exército!
Participou em mais de 2400 operações de combate em terras da Guiné. Grande herói, foi condecorado com cinco Cruzes de Guerra e com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. Em 1975, foi detido no Regimento de Infantaria de Lisboa e torturado por extremistas ligados ao MRPP.
Deus receba ainda hoje a sua alma na paz eterna da Luz perpétua.

No entanto o mais temido comando africano do Exército colonial, que apesar de ser o mais condecorado oficial português não teve honras militares, nunca vai gerar consensos para os historiadores. Alguns camaradas seus não têm dúvidas em afirmar que cometeu crimes de guerra como é o caso de Vasco Lourenço, que apesar de afirmar que “foi um grande combatente, corajoso, extraordinariamente destemido” também afirma que torná-lo um herói é ofender todos os antigos combatentes que combateram dentro das regras”, e em declarações à imprensa recorda um relato que ouviu Marcelino fazer a um major, sobre uma operação:

Entrámos na tabanca, deitamos granadas incendiárias para as palhotas, as pessoas fugiam para o centro da tabanca, matámos todos, homens, mulheres, crianças. Não aguentei e saí do gabinete.

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